Projeto musical JetSet Live faz show em Caxias e apresenta primeiro CD

14 jul

O projeto musical JetSet Live, formado por Bruna Soares e DJ Doh, faz show nesta sexta-feira, 14 de julho no Vinil bar e bistrô, o espaço mais cool de Caxias e aproveitam para lançar algumas musicas autoral do primeiro CD lançado em junho na cidade de Teresina, capital do Piauí.

O projeto musical foi criado em 2009, com um estilo que mistura a música eletrônica ao black music, que embalados com a energia frenética de Bruna Soares e o ritmo do DJ Doh, fizeram com que o projeto fosse reconhecido nacionalmente e levasse o nome do Piauí tocando em várias festas por todo o Brasil.

O projeto já participou de grandes eventos como Pacha, principal festa no cenário musical da capital paulista; show internacional Ne-Yo, Ministry of Sound, uma discoteca de renome internacional localizada em Southwark, no sul de Londres; Hog em Brasíla entre outras, especialmente nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste

Sobre o CD


São oito faixas que compõem o CD e vem com uma produção visual caprichada, inclusive tendo sua capa especialmente desenhada por um artista plástico pernambucano.
do Brasil.

- Tico Santa Cruz, Tiago Mansur e o italiano Gian Nobilee, dj e produtor são algumas das parcerias nacional e internacional que participam do CD.

Agricultoras familiares se destacam em vendas pelo PAA em Junco do Maranhão

14 jul

 

Em apenas uma semana 12 agricultores familiares do município de Junco do Maranhão, distante de São Luís 485 km, comemoram a venda de cerca de R$ 10 mil reais de produtos da agricultura familiar. A venda foi feita na última semana de junho e nesta quinta-feira (13), em solenidade no Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Junco, o secretário de Estado da Agricultura Familiar (SAF), Adelmo Soares assinou a liberação do Pagamento.

 A agricultora familiar, Benedita Correa de 36 anos anos, leva uma vida modesta em sua terra, no município de Junco do Maranhão. Mas a situação dela nunca foi tão boa porque tinha dificuldades de vender sua produção de abóbora e farinha. Ela precisava se deslocar até os municípios de Maracaçumé e Carutapera para vender sua produção.

“Antes, eu não tinha para quem vender, perdia muitos produtos. Agora, tenho comprador certo. Isso me ajudou demais. Esse projeto trouxe o reconhecimento do que é a agricultura familiar. Hoje temos mercado e isso estimulou a gente a produzir mais”, comemora.

 O comprador certo de dona Benedita Corrêa é o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), ação executada direto com o Estado por meio da secretaria de Estado da Agricultura Familiar (SAF). O PAA propicia a aquisição de alimentos de agricultores familiares, a preços compatíveis aos praticados nos mercados regionais, e a doação desses alimentos para entidades socioassistenciais.

Para o município de Junco do Maranhão são 17 agricultores beneficiados com recurso de R$ 100 mil reais garantidos para comercialização.

“A aquisição desses produtos beneficia os produtores e as regiões em que vivem. Além disso, o PAA também garante uma alimentação saudável para os usuários dos serviços que recebem a doação dos alimentos adquiridos pelo programa. Se depender do governo do Estado, mais agricultores serão beneficiados porque nós temos um governador sensível e que governa para todos”, concluiu o secretário da SAF, Adelmo Soares.

O secretário informou ainda que a cadeia produtiva do Mel vai beneficiar 200 aquiculrores com investimento de R$ 505 mil reais para adequação de Agroindústria e equipamentos, máquinas e veículos no município de Junco do Maranhão.

Para o prefeito de Junco do Maranhão Antônio Filho esse projeto além de fortalecer a agricultura familiar no município, que é muito forte, também garante renda para essas famílias.

Estavam presentes na solenidade a vice prefeita Fernada, o secretário de agricultura de Junco Elias Martins, técnicos do Mais IDH, secretária de assistência social de Amapá do Maranhão, Neth Reis, a presidente do STTR, Edilene Costa, o presidente da Câmara, Nailton Abas.

 

Avanço do PAA no Maranhão

 

Em 2014 o Estado só beneficiou 2.794 agricultores em 36 municípios com recurso de R$ 6.055.021,15. Em 2015 foram 3.504 em 63 municípios com recurso de R$ 12.272.900,02, já em 2016, 3.604 agricultores comercializaram sua produção em 65 municípios com recurso de R$ 13.520.000,00. Este ano, 2017, começou com o pé direito. São mais de 11 mil reais garantidos para comercialização em 81 municípios.

A execução do PAA pode ser mista (governo federal, estadual e municipal) e pura (execução direta com o estado). Esta última modalidade, o governo do Estado está executando R$ 3.250.000,00 reais nos 30 municípios do mais IDH e nos municípios que ainda não comercializavam.

 

Sobre o PAA

 

O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) é uma ação do Governo Federal para colaborar com o enfrentamento da fome e da pobreza no Brasil e, ao mesmo tempo, fortalecer a agricultura familiar. Para isso, utiliza mecanismos de comercialização que favorecem a aquisição direta de produtos de agricultores familiares ou de suas organizações.

Parte dos alimentos é adquirida para a formação de estoques estratégicos e distribuição à população em maior vulnerabilidade social. Os produtos destinados à doação são oferecidos para entidades da rede socioassistencial, nos restaurantes populares, bancos de alimentos e cozinhas comunitárias e ainda para cestas de alimentos distribuídas pelo Governo Federal.

Temer prepara reforma ministerial para desalojar “traidores” em votação de denúncia

14 jul

O presidente Michel Temer prepara uma reforma ministerial a fim de desalojar da Esplanada partidos que tenham “traído” o governo, trocando o espaço daqueles que tiveram deputados votando a favor da autorização para que o STF julgue a denúncia contra o peemedebista por representantes de bancadas com expressiva votação por rejeitar a acusação criminal, apurou a Reuters com duas fontes envolvidas diretamente nas negociações.

A intenção, segundo um dirigente partidário que participou das conversas, é que a participação dos partidos no governo reflita os resultados das votações na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e no plenário da Câmara.

Apesar da traição de partidos da base, o governo conseguiu uma expressiva vitória ao rejeitar o parecer do deputado Sérgio Zveiter (PMDB-RJ), que recomendava a autorização para o Supremo Tribunal Federal julgar a denúncia, por 40 votos a 25, com uma abstenção.

A promessa de maior espaço na Esplanada fez parte das negociações das últimas semanas entre os partidos da base com interlocutores do presidente. A iniciativa estimulou até as direções e lideranças partidárias a fecharem questão, nos últimos dias, em favor da rejeição da denúncia.

Ao todo, quatro partidos –PMDB, PP, PSD e PR– adotaram essa posição que, na prática, permite às legendas aplicarem sanções aos deputados que contrariarem a orientação da legenda.

PP, com seis votos, PR e PSD, com cinco cada um, trocaram integrantes da CCJ e votaram de forma unânime em favor de Temer. No PMDB, partido de Temer, dos nove votos, sete foram a favor de Temer. Somente o relator vencido, Zveiter, votou contra. O presidente da comissão, Rodrigo Pacheco (MG), absteve-se de votar.

Os principais alvos das mudanças, segundo uma das fontes, deve ser o PSDB e o PSB. Os tucanos têm quatro ministérios, dentre eles o Ministério das Cidades –alvo de forte cobiça de parlamentares por ter um grande orçamento em obras– e a Secretaria de Governo, pasta palaciana responsável por fazer a articulação com os parlamentares. O partido liberou a bancada para votar como quisesse. Dos sete votos na comissão, os deputados do PSDB deram apenas dois a favor de Temer.

Cidades é hoje ocupada pelo deputado Bruno Araújo, que chegou a pedir demissão quando surgiram as denúncias contra Temer na delação dos executivos da JBS. A Secretaria de Governo tem como titular Antonio Imbassahy, sempre criticado pelo partido do presidente justamente por não ser um peemedebista.

A interlocutores, Imabassahy confessou já se sentir desconfortável por estar em um cargo que deveria ser de extrema confiança do presidente mas seu partido estar ameaçando deixar a base há várias semanas. 

Os socialistas, por sua vez, votaram rachados. Dos quatro deputados da CCJ, dois votaram a favor e dois contra. A legenda ocupa atualmente o Ministério de Minas e Energia, uma das principais pastas da Esplanada.

“Não tem cabimento esses partidos ficarem com o espaço que tem hoje no governo”, afirmou o dirigente partidário à Reuters. “É uma consequência óbvia, natural”, completou. 

O PSB já havia, na prática, anunciado que sairia da base, mas um racha no partido e a decisão do ministro Fernando Bezerra Coelho de permanecer no cargo e apoiar o presidente deixou a decisão em suspenso. 

A reforma ministerial não será fechada agora, mas somente após a votação da denúncia no plenário da Câmara, marcada na noite de quinta-feira para o dia 2 de agosto, na volta do recesso parlamentar.

O novo espaço de cada partido também só será definido após a análise final da primeira denúncia. O governo espera a votação em plenário para garantir a fidelidade do centrão antes de fazer as mudanças. 

A avaliação no Planalto é que a estratégia deverá fazer com que o governo tenha uma base aliada menor porém mais coesa no Congresso. O governo sabe que, depois da sequência de denúncias, não conseguirá manter os cerca de 400 deputados que tinha em sua base, mas as trocas poderão garantir resultados consistentes.

 

Fonte: Reuters

Lindbergh defende boicote à eleição presidencial em 2018 caso Lula se torne inelegível

14 jul

O líder do PT no Senado, Lindbergh Farias (RJ), defendeu hoje que o partido não lance candidatura a presidente, caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja impedido de participar das eleições em 2018. “Vamos dizer que não reconhecemos essa eleição presidencial, que esse jogo é uma fraude, uma farsa”, afirmou Lindbergh, na saída do diretório nacional da legenda, após participar do ato em defesa de Lula, que foi condenado, em Primeira Instância, a 9 anos e 6 meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

De acordo com o líder do PT no Senado, a sigla pode eleger uma bancada parlamentar forte reforçando o discurso do golpe e denunciando que o País não vive mais numa normalidade democrática. “O impeachment foi uma irresponsabilidade. Essa história do Lula é uma aposta dobrada no mesmo caminho. Vamos legitimar uma farsa?”, questionou.

Lindbergh notou que esse não é um consenso na agremiação, mas apenas uma discussão. Ex-chefe da Casa Civil no governo da ex-presidente Dilma Rousseff e ex-governador da Bahia, Jaques Wagner desconversou sobre a hipótese do boicote. “Eu acho que tem que boicotar um eventual colégio eleitoral na hipótese do Temer sair. Quando se fala em fora Temer, prefiro falar eleições já.”

 

Fonte: Estadão

Lula é condenado a nove anos e meio de cadeia

12 jul

O juiz Sergio Moro condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a nove anos e meio de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A sentença, anunciada nesta quarta-feira, é a decisão derradeira de Moro no processo em que o petista foi acusado pela força-tarefa da Lava-Jato de receber propina da OAS, uma das empreiteiras com contratos bilionários na Petrobras.

Entre as vantagens recebidas por Lula, segundo a acusação, está um apartamento tríplex no balneário do Guarujá, em São Paulo. É a primeira vez que um ex-presidente do Brasil é condenado por corrupção.

Pouco menos de dez meses se passaram entre a acusação formal feita pelos procuradores da Lava-Jato e a sentença do juiz Moro. Ao acusar Lula, a força-tarefa apontou o ex-presidente como “chefe” do esquema de corrupção montado na Petrobras e o acusou de participar, em parceria com a OAS, do desvio de mais de R$ 87 milhões dos cofres da estatal.

“Após assumir o cargo de presidente da República, Lula comandou a formação de um esquema delituoso de desvio de recursos públicos destinados a enriquecer ilicitamente, bem como, visando à perpetuação criminosa no poder, comprar apoio parlamentar e financiar caras campanhas eleitorais”, escreveram os procuradores. “Lula era o maestro dessa grande orquestra”, chegou a dizer, na ocasião, o coordenador da força-tarefa, Deltan Dallagnol.

De acordo com a denúncia, Lula recebeu R$ 3,7 milhões em vantagens indevidas pagas pela OAS. A maior parcela, R$ 1,1 milhão, corresponde ao valor estimado do tríplex, cujas obras foram concluídas pela empreiteira. Os procuradores sustentaram ainda que companhia gastou R$ 926 mil para reformar o apartamento e outros R$ 350 mil para instalar móveis planejados na unidade, sempre seguindo projeto aprovado pela família Lula.

A acusação inclui R$ 1,3 milhão que a OAS desembolsou para pagar uma empresa contratada para armazenar bens que o petista levou para São Paulo após deixar a Presidência da República. Desde o início da investigação que deu origem à sentença agora proferida por Moro, Lula sempre negou ter recebido vantagens da OAS. O ex-presidente ainda é réu em outros quatro processos.

 

Fonte: VEJA.com

Governador Flávio Dino recebe lideranças da Fetaema no Palácio dos Leões

12 jul

 

Dando prosseguimento à política de diálogo como os movimentos sociais, o governador Flávio Dino recebeu, na tarde desta terça-feira (11), no Palácio dos Leões, lideranças da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares (Fetaema). No encontro foram apresentados pleitos e debatidas estratégias para melhorar a qualidade de vida do homem e da mulher do campo.

O governador Flávio Dino destacou a importância da parceria com a Fetaema, que tem destacado papel na luta, há mais de quatro décadas, pela garantia de direitos dos trabalhadores e trabalhadoras rurais do Maranhão. O secretário de estado de Agriculta Familiar, Adelmo Soares, participou da reunião que, para ele, foi fundamental para afinar ainda mais metas e planos para o setor.

“O Governo Flávio Dino tem estreitado cada vez mais as relações com a Fetaema, que é parceria do Governo desde as primeiras horas. O governador faz questão de enfatizar que os movimentos sociais são participação ativa dentro da gestão, e tenho certeza que vão ajudar ainda mais o desenvolvimento do Maranhão a partir da agricultura familiar”, pontuou o secretário.

Entre os pleitos levados ao encontro, a Fetaema solicitou a instituição do Cadastro Ambiental Rural, e ainda foi debatida a execução de um projeto que deverá atender 2 mil trabalhadores na agricultura familiar. “A gente parabeniza o governador por ter recebido mais uma vez a Fetaema. Viemos reivindicar vários pontos. E para nós tivemos grandes avanços nessa reunião e com certeza o que nós viemos pautar saímos com o sentimento que vamos resolver”, defendeu o presidente da Fetaema, Chico Miguel.

O governador ainda garantiu apoio a realização da Feira de Juventude da Fetaema, onde deverá ser lançado o Plano Estadual de Sucessão Rural, conforme explica o presidente da Juventude da Federação, Geová Góes: “O governador tem um olhar diferenciado para a juventude, quero parabenizar por olhar para o campo. E isso vai se expressar no Festival da Fetaema, que vai acontecer do dia 26 a 28, reunindo mais de 600 jovens rurais de todo o Maranhão e com presença de várias lideranças, vamos traçar metas e planos”.

Governo do Estado abre chamada pública para fortalecer cadeia produtiva do extrativismo

5 jul

 

O Governo do Estado por meio do Sistema SAF abriu dois editais de chamada pública com o objetivo de fortalecer a cadeia produtiva do extrativismo. Um deles diz respeito à seleção de projetos para reforma, ampliação e/ou adequação de agroindústria familiar de melhoramento do azeite e mesocarpo de coco babaçu. O outro edital disponível é para seleção de projetos de estruturação de empreendimento agroindustrial coletivo de melhoramento de juçara. Este é financiado pelo Governo Estadual por meio do Programa de Desenvolvimento Integrado do Maranhão – PRODIM. Ambos os editais são destinados aos municípios de Viana e Luís Domingues respectivamente.

As chamadas, específicas para Viana e Luís Domingues, tem o valor de R$ 254.800,00 e R$ 154.935,00. Ao todo são R$ 409.735,00 oriundos do FUMACOP e não são reembolsáveis. O edital visa a seleção para apoio financeiro de projeto de Revitalização de Agroindústria Familiar de pequeno porte, de propriedade de Organizações da Sociedade Civil, para o fortalecimento e modernização da Cadeia Produtiva do Extrativismo e a reforma, ampliação e/ou adequação das edificações das instalações físicas da unidade de beneficiamento de polpa de juçara e beneficiamento do babaçu.

De acordo com a secretária adjunta de Extrativismo, Povos e Comunidades Tradicionais da SAF, Luciene Dias, as chamadas públicas são uma forma de valorização do produto do extrativismo. “As diversas formas de beneficiamento da juçara e do babaçu permitirão aos agricultores familiares alternativas que gerem trabalho e renda, constituindo-se em uma alternativa consistente de recuperação da economia dos agricultores familiares”, explicou.

Para o secretário de Estado da Agricultura Familiar, Adelmo Soares, o Governo do Estado vem reafirmar o compromisso com os agricultores familiares, melhorando a qualidade de vida do homem do campo. “O aproveitamento integral e beneficiamento dos produtos da sociobiodiversidade propicia investimento pequeno e retorno rápido e apresenta ainda uma repercussão na geração de emprego e renda bastante expressiva e é isso que as chamadas públicas proporcionam: valorização das riquezas do Maranhão e beneficiamento da população”, finalizou. 

As inscrições devem ser feitas no Protocolo da SAF, no horário de 13h às 18h, de segunda a sexta-feira, mediante apresentação de documentação exigida no Edital. As inscrições estarão abertas no período de 10 de julho a 10 de agosto de 2017. A Secretaria de Estado da Agricultura Familiar – SAF, está localizada na Avenida São Luís Rei de França, Lote E1 – C, Bairro Turu, São Luís/MA, CEP: 65.075-470. O edital está disponível no site da SAF www.saf.ma.gov.br.

 

Governo do Maranhão abre chamada pública para fortalecer cadeia produtiva do extrativismo. (Foto: Manuela Cavadas)

USP aprova cotas raciais e de escola pública pela primeira vez em sua história

5 jul

O Conselho Universitário da Universidade de São Paulo (USP) aprovou na noite de hoje (4) a reserva de vagas para alunos de escolas públicas e autodeclarados pretos, pardos e indígenas (PPI) nos cursos de graduação da instituição a partir do próximo ano. Esta é a primeira vez que a USP vai adotar um sistema de cotas sociais e raciais.

De acordo com a USP, a reserva será feita de forma escalonada a partir do próximo ano: no ingresso de 2018, serão reservadas 37% das vagas de cada unidade de ensino e pesquisa; em 2019, a porcentagem deverá ser de 40% de vagas reservadas de cada curso de graduação; para 2020, a reserva das vagas em cada curso e turno deverá ser de 45%; e no ingresso de 2021 e nos anos subsequentes, a reserva de vagas deverá atingir os 50% por curso e turno.

Dentro do percentual de vagas reservados para os estudantes de escolas públicas, incidirá ainda o porcentual de 37% de cotas para estudantes autodeclarados PPI. Este índice equivale à proporção desses grupos no estado de São Paulo, de acordo com o IBGE. As reservas de vagas vão considerar conjuntamente os dois processos de seleção da universidade: a Fuvest e o Sistema de Seleção Unificada (Sisu).

O reitor da USP, Marco Antonio Zago, classificou a decisão do Conselho Universitário como histórica. “É emblemático, porque representa uma universidade que tem liderança e muita visibilidade no país. A inclusão social é um problema importante do ponto de vista de integração de nossa população”, disse.

Em 2017, a USP registrou recorde no número de ingressantes oriundos de escolas públicas em seus cursos de graduação, que passou de 3.763 (34,6%), no ano passado, para 4.036 estudantes (36,9%) neste ano, conforme dados divulgados pela universidade.

Sisu

O Conselho Universitário também aprovou a ampliação do número de vagas do próximo concurso vestibular que serão destinadas ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu). “Ao todo, em 2018, serão oferecidas 11.147 vagas. Desse total, 8.402 serão reservadas para candidatos aprovados pela seleção da Fuvest e 2.745 para o Sisu”, divulgou a USP. Em relação ao vestibular de 2017, houve aumento de 407 vagas destinadas ao Sisu.

As 2.745 vagas reservadas para o Sisu serão distribuídas em três modalidades: 423 serão para ampla concorrência; 1.312 para estudantes que tenham cursado o ensino médio integralmente em escolas públicas; e 1.010 para alunos de escolas públicas e autodeclarados pretos, pardos e indígenas (PPI).

Medicina

O Conselho Universitário decidiu, na reunião de hoje, pela criação do curso de medicina no campus da USP em Bauru. O curso, que será oferecido pela Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) a partir do próximo vestibular, terá duração de seis anos e oferecerá 60 vagas em período integral, das quais 42 serão reservadas para a Fuvest e 12 para a seleção via Sisu.

Este será o terceiro curso de medicina da USP, que já é ministrado nos campi de São Paulo e de Ribeirão Preto e, tradicionalmente, se configura como uma das carreiras mais concorridas no vestibular.

Também foi aprovada a criação do curso de bacharelado em biotecnologia, na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (Each), conhecida como USP Leste. O novo curso substituirá a licenciatura de ciências da natureza e terá 60 vagas.

 

Fonte: Agência Brasil

PF pede inclusão de Temer, Padilha e Moreira Franco em inquérito

5 jul

Em relatório encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal pediu que o presidente Michel Temer e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência) sejam incluídos no rol de investigados de um inquérito já instaurado contra o PMDB na Câmara dos Deputados no âmbito da Operação Lava Jato. 

O processo em questão possui atualmente 15 investigados, entre eles o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o ex-ministro Henrique Eduardo Alves, o doleiro Lúcio Funaro, o líder do governo no Congresso, André Moura (PSC-SE), o deputado federal Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), a ex-prefeita Solange Almeida e o lobista Fernando Falcão Soares, o Fernando Baiano, um dos delatores da Operação Lava Jato.

O inquérito foi instaurado a partir do desmembramento do “inquérito-mãe” da Lava Jato, por determinação do ministro Teori Zavascki, que atendeu a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e dividiu as investigações por partidos políticos.

Em despacho assinado em 26 de junho, o delegado Marlon Oliveira Cajado dos Santos, da Polícia Federal, citou o acordo de colaboração premiada firmado por executivos do Grupo J&F. De acordo com o delegado, com a deflagração da Operação Patmos, de 18 de maio, que teve o senador Aécio Neves (PSDB-MG) como um dos alvos, foi possível observar, em um dos anexos, conversas entre Joesley Batista e o presidente Michel Temer, “onde o primeiro comunica que estaria efetuando pagamentos a Lúcio Bolonha Funaro e Eduardo Cunha, supostamente, para mantê-los em silêncio acerca dos ilícitos envolvendo atividades da J&F Investimentos, além de planos para corromper de juízes e procurador da República responsáveis pelas ações penais decorrentes das investigações das Operações Sépsis, Cui Bono e Greenfield”.

O delegado observou que surgiram “novos relatos” que confirmaram as atuações do PMDB da Câmara na Caixa Econômica Federal, e “citando o suposto envolvimento de outras pessoas com foro originário no STF”, entre elas o presidente Michel Temer, Padilha e Moreira Franco.

O relator do inquérito, Edson Fachin, deve decidir se inclui Temer e os dois ministros no rol de investigados depois do recesso do Judiciário, que vai até 31 de julho.

“Comissão”. Em depoimento no início de junho, Funaro disse à Polícia Federal que Temer fez uma “orientação/pedido” para que uma “comissão” de R$ 20 milhões proveniente de duas operações do Fundo de Investimento do FGTS fosse encaminhada para a sua campanha presidencial de 2014 e, também, para a de Gabriel Chalita à Prefeitura de São Paulo, em 2012.

Temer já foi denunciado por Janot por corrupção passiva. O presidente também é investigado por obstrução da Justiça e participação em organização criminosa.

A Polícia Federal concluiu que o presidente cometeu o crime de obstrução à investigação de organização criminosa em relatório encaminhado ao STF no dia 26 de junho, no qual também vê a mesma conduta criminosa do ex-ministro do governo Temer Geddel Vieira Lima e de Joesley Batista.

 

Fonte: Estadão

Carlos Lula desmente acusações do Prefeito sobre cortes na saúde de Caxias: “São completamente falsas”

27 jun

Caxias é um dos municípios que mais recebe investimentos do Governo do Estado na área da saúde. Só nos seis primeiros meses deste ano, foram destinados cerca de R$ 30 milhões, o que corresponde a um repasse mensal no valor aproximado de R$ 5 milhões.

A informação foi prestada na tarde desta segunda-feira (25), pelo secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula, que desmentiu a informação divulgada pela Prefeitura de Caxias, de que o Estado teria cortado R$ 18 milhões da saúde do município.

“Essa história divulgada pela Prefeitura de Caxias é completamente falsa. Basta acessar o portal da transparência e olhar os repasses que foram feitos pelo Governo do Estado para a Prefeitura de Caxias no ano passado, pra ver que esses números apresentados pela Prefeitura não batem de modo algum”, disse Carlos Lula.

De acordo com o secretário, do total de investimentos na área da saúde, a Prefeitura de Caxias é a que menos aloca recursos para o setor. Em primeiro lugar está o Governo Federal, que faz o repasse mensal de R$ 5.400.000,00 via SUS, seguida do Governo do Estado, que destina todo mês aproximadamente R$ 5.000.000,00 para a manutenção do Hospital Macrorregional, Hemomar, mais investimentos com serviços pagos aos credenciados. Em último fica a Prefeitura, que investe apenas por mês R$ 3.000.000,00.

Carlos Lula disse que é importante que a população de todo o estado do Maranhão saiba que os exames laboratoriais realizados na cidade de Caxias são pagos pelo Governo do Estado, assim como os exames mais complexos, tais como ressonância magnética.

“Se somarmos os custos com esses serviços, o Estado gasta com a saúde de Caxias mais de R$ 5 milhões. Enquanto que a Prefeitura gasta apenas 3 milhões de reais”, alertou.

De posse de dados reais, o secretário Carlos Lula desafiou o prefeito Fábio Gentil a provar a acusação de que teria havido cortes e também vir a público mostrar quanto a Prefeitura gasta com setor.

“É completamente falsa a acusação do prefeito de que o Governo do Estado não investe na saúde de Caxias. Muito pelo contrário. Se fizermos uma conta proporcional, é muito provável que Caxias seja o município que mais receba investimentos do Estado na área de saúde”, afirmou.

 

MATERNIDADE CARMOSINA

 

O secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula, explicou que em 2016, o Governo do Estado destinou R$ 9 milhões à Maternidade Carmosina Coutinho, como parte de uma ação realizada em vários municípios para o enfrentamento da mortalidade materna. Com este recurso, pago em seis parcelas, foi possível comprar novos e modernos equipamentos à maternidade, que se encontram à disposição de toda a população. Este convênio não tem nada a ver com repasses mensais de 3 milhões à prefeitura caxiense, que nunca existiu.

Ciente da importância da maternidade para a população de Caxias, no dia 1º de junho deste ano, o secretário Carlos Lula encaminhou ofício ao prefeito Fábio Gentil propondo que o Governo do Estado assumisse administração total da maternidade, arcando com o seu custo integral que chega a ser de aproximadamente R$ 1,3 milhão mensal.

Em ofício datado do dia 7 de junho, o prefeito Fábio Gentil recusou a ajuda oferecida pelo Governo do Estado para arcar com todos os custos com a manutenção e gestão da maternidade, inclusive recusando a ajuda de mais de R$ 1 milhão por mês. “Infelizmente, só temos a lamentar, pois a Maternidade Carmosina Coutinho foi construída com recursos do Governo do Estado e alguém que diz que precisa de dinheiro, não poderia recusar ajuda do governo de quase um milhão e meio que ele poderia utilizar em outras áreas”, afirmou Carlos Lula.