Archive | junho, 2017

Carlos Lula desmente acusações do Prefeito sobre cortes na saúde de Caxias: “São completamente falsas”

27 jun

Caxias é um dos municípios que mais recebe investimentos do Governo do Estado na área da saúde. Só nos seis primeiros meses deste ano, foram destinados cerca de R$ 30 milhões, o que corresponde a um repasse mensal no valor aproximado de R$ 5 milhões.

A informação foi prestada na tarde desta segunda-feira (25), pelo secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula, que desmentiu a informação divulgada pela Prefeitura de Caxias, de que o Estado teria cortado R$ 18 milhões da saúde do município.

“Essa história divulgada pela Prefeitura de Caxias é completamente falsa. Basta acessar o portal da transparência e olhar os repasses que foram feitos pelo Governo do Estado para a Prefeitura de Caxias no ano passado, pra ver que esses números apresentados pela Prefeitura não batem de modo algum”, disse Carlos Lula.

De acordo com o secretário, do total de investimentos na área da saúde, a Prefeitura de Caxias é a que menos aloca recursos para o setor. Em primeiro lugar está o Governo Federal, que faz o repasse mensal de R$ 5.400.000,00 via SUS, seguida do Governo do Estado, que destina todo mês aproximadamente R$ 5.000.000,00 para a manutenção do Hospital Macrorregional, Hemomar, mais investimentos com serviços pagos aos credenciados. Em último fica a Prefeitura, que investe apenas por mês R$ 3.000.000,00.

Carlos Lula disse que é importante que a população de todo o estado do Maranhão saiba que os exames laboratoriais realizados na cidade de Caxias são pagos pelo Governo do Estado, assim como os exames mais complexos, tais como ressonância magnética.

“Se somarmos os custos com esses serviços, o Estado gasta com a saúde de Caxias mais de R$ 5 milhões. Enquanto que a Prefeitura gasta apenas 3 milhões de reais”, alertou.

De posse de dados reais, o secretário Carlos Lula desafiou o prefeito Fábio Gentil a provar a acusação de que teria havido cortes e também vir a público mostrar quanto a Prefeitura gasta com setor.

“É completamente falsa a acusação do prefeito de que o Governo do Estado não investe na saúde de Caxias. Muito pelo contrário. Se fizermos uma conta proporcional, é muito provável que Caxias seja o município que mais receba investimentos do Estado na área de saúde”, afirmou.

 

MATERNIDADE CARMOSINA

 

O secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula, explicou que em 2016, o Governo do Estado destinou R$ 9 milhões à Maternidade Carmosina Coutinho, como parte de uma ação realizada em vários municípios para o enfrentamento da mortalidade materna. Com este recurso, pago em seis parcelas, foi possível comprar novos e modernos equipamentos à maternidade, que se encontram à disposição de toda a população. Este convênio não tem nada a ver com repasses mensais de 3 milhões à prefeitura caxiense, que nunca existiu.

Ciente da importância da maternidade para a população de Caxias, no dia 1º de junho deste ano, o secretário Carlos Lula encaminhou ofício ao prefeito Fábio Gentil propondo que o Governo do Estado assumisse administração total da maternidade, arcando com o seu custo integral que chega a ser de aproximadamente R$ 1,3 milhão mensal.

Em ofício datado do dia 7 de junho, o prefeito Fábio Gentil recusou a ajuda oferecida pelo Governo do Estado para arcar com todos os custos com a manutenção e gestão da maternidade, inclusive recusando a ajuda de mais de R$ 1 milhão por mês. “Infelizmente, só temos a lamentar, pois a Maternidade Carmosina Coutinho foi construída com recursos do Governo do Estado e alguém que diz que precisa de dinheiro, não poderia recusar ajuda do governo de quase um milhão e meio que ele poderia utilizar em outras áreas”, afirmou Carlos Lula.

Temer é o primeiro presidente a responder por crime durante mandato

27 jun

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou nesta segunda-feira o presidente Michel Temer (PMDB) pelo crime corrupção passiva. O peemedebista se torna o primeiro presidente brasileiro no exercício do mandato a ser denunciado por um crime comum. Caso a denúncia seja autorizada pela Câmara dos Deputados, por 342 votos dos 513 parlamentares, e aceita pela maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal, Temer será afastado do mandato por até 180 dias. E se for condenado, pode ficar de 2 a 12 anos preso. Na denúncia, o procurador ainda pediu que Temer pague uma multa de 10 milhões de reais, como reparação de danos coletivos.

A investigação contra o chefe do Poder Executivo começou em maio passado, após um acordo de colaboração premiada firmado por diretores da JBS com o Ministério Público Federal. O empresário Joesley Batista, sócio da JBS, gravou um diálogo com o presidente no qual relatou o cometimento de uma série de crimes. Entre eles, o de comprar o silêncio do ex-deputado federal e aliado do presidente Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o de pagar propina a membros do Ministério Público de do Judiciário e o de tentar ter influência no Governo por meio de representantes da gestão federal. Mesmo diante de tantos relatos, Temer nada fez. Apenas o ouviu e concordou com a possibilidade de calar Cunha. Em pronunciamentos públicos, o presidente relatou que só queria se “livrar” de Joesley, a quem chamou de um “conhecido falastrão”.

A denúncia contra Temer era esperada havia ao menos duas semanas. Um parecer de Janot constante do pedido manutenção de prisão de Rodrigo Rocha Loures, ex-deputado e ex-assessor presidencial, já demonstrava que a acusação ocorreria. Loures ficou conhecido como o “deputado da mala” ao ser filmado carregando uma maleta com 500.000 reais em propinas paga por Joesley Batista. Esse valor, segundo a denúncia do procurador era para pagar Temer. Janot diz ainda que havia uma promessa de pagamentos ilícitos ao presidente que poderiam atingir os 38 milhões de reais. “A cena do parlamentar correndo pela rua, carregando uma mala cheia de recursos espúrios, é uma afronta ao cidadão e ao cargo público que ocupava. Foi subserviente, valendo-se de seu cargo para servir de executor de práticas espúrias de Michel Temer”, diz a acusação do procurador.

Em seu parecer prévio à denúncia, Janot afirmou que o presidente teria atuado em conjunto com Loures nos crimes relatados pelos executivos da JBS. “Não se sustenta, portanto, a versão dada por Michel Temer em seus pronunciamentos públicos segundo a qual indicou Rodrigo Loures para ‘se livrar’ de Joesley, uma vez que as provas demonstram que na verdade a conversa no Palácio do Jaburu foi apenas o ponto de partida para as solicitações e recebimentos de vantagens indevidas que viriam em sequência”, apontou o procurador.

Rocha Loures está preso há pouco mais de 20 dias. Atualmente, encontra-se na superintendência da Polícia Federal do Distrito Federal. Em princípio, o Planalto estava preocupado que ele assinasse um termo de delação premiada e complicasse ainda mais a vida do presidente, o que até agora não ocorreu. O presidente nega ter cometido qualquer crime.

No documento entregue na noite desta segunda-feira ao STF, o procurador solicita que Loures, assim como Temer, pague uma multa. O valor, para ele, seria de 2 milhões de reais. “Michel Temer e Rodrigo Loures desvirtuaram as importantes funções públicas que exercem, visando, apenas, ao atendimento de seus interesses escusos”. A peça acusatória relata ainda uma série de supostos crimes cometidos pelo presidente e pelo grupo do “PMDB da Câmara” e diz que ele “ludibriou os cidadãos brasileiros e, sobretudo, os eleitores, que escolheram a sua chapa para o cargo político mais importante do país, confiando mais de 54 milhões de votos nas últimas eleições”.

Além da denúncia por corrupção, o procurador pediu ao STF a abertura de mais um inquérito contra o presidente, para investigar sua atuação no Decreto dos Portos, no qual autorizou a dilação do prazo de concessão para a exploração de áreas pelas empresas do ramo.

Agora, a denúncia será enviada para a Câmara e, caso ela autorize o processamento do presidente, retorna ao Supremo Tribunal Federal. Nesse ínterim, Temer tenta mover suas peças para evitar que a acusação prospere no Legislativo. No caso de afastamento temporário do presidente, por até 180 dias, o país será governado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Procurado, o Palácio do Planalto informou que não haveria manifestação oficial do peemedebista sobre a acusação do Ministério Público.

 

Fonte: El País

Em sua 11º edição, Agritec é consolidada como mudança da realidade da produção no estado

26 jun

 

Encerrada neste sábado, 23, em Barra do Corda, a Feira de Agricultura Familiar e Agrotecnologia do Maranhão- AGRITEC, território Centro do Maranhão, foi sucesso de público e de capacitados. Passaram pela Feira, nos dias 22 a 24 (quinta a sábado) de junho mais de 15 mil visitantes e capacitados 4.538 pessoas, dentre agricultores familiares, população em geral e estudantes. A agritec está na sua 11º edição e, em Barra do Corda, as manifestações de carinho foi visível no acolhimento caloroso da população com a equipe do governo do Estado e parceiros que levaram diversos serviços à população da região. 

A programação levou conhecimento sobre acesso à água, a terra, assistência técnica, quintal produtivo, manejo em diversas culturas da agricultura familiar, potencial agrícola indígenas, associativismo e cooperativismo, crédito rural, criação e reestruturação dos Conselhos Municipais de Desenvolvimento Rural, mercados institucionais, programa Nacional de Crédito Fundiário, culinária, principais canais de comercialização de produtos da agricultura familiar, empreendedorismo na agricultura familiar e diversas outras ações.

A Feira proporcionou a 20 agricultores familiares do município de Arame adesão ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) com recurso garantido para comercialização na ordem de R$ 70 mil reais, 175 famílias de agricultores familiares receberam chaves das casas do Programa Nacional de Habitação Rural, o Governo do Estado entregou kits de irrigação para comunidades de Barra do Corda e Grajaú. Para incentivar a leitura no campo o município de Fernando Falcão recebeu 5 Arca das Letras e agricultores assinaram Programa Nacional de Agricultura Familiar- PRONAF.

Um dos momentos mais emocionantes foi a entrega de 25 títulos individuais de terra pelo Instituto de Colonização e Terras do Maranhão (ITERMA), órgão vinculado à secretaria de Estado da Agricultura Familiar (SAF). Ao todo foram regularizado pelo Instituto 750 hectares de terra.

José Arimatea Gomes de Sousa, 64 anos e Iracema Martins de Sousa, 54 anos são casados há 40 anos e lutavam há mais de 20 anos pela realização do sonho de ser dono de sua terra. “Hoje eu posso plantar e viver com minha esposa e meus 4 filhos em segurança, sem medo de perder a única coisa que nós construímos ao longo de tantos anos, vivendo juntos”, disse seu José.”

“A Agritec foi uma festa maravilhosa, um público excelente. É o Governo investindo fortemente na agricultura familiar para ajudar a transformar e fazer um Maranhão de todos nós”, afirmou o secretário de Agricultura Familiar, Adelmo Soares.

O evento mexeu com a economia local. Os agricultores familiares negociaram produtos, como galinha, frutas, hortaliças, farinha, artesanato e derivados do coco babaçu; e comerciantes, fornecedores de serviços e empresários da rede hoteleira também ganharam com o acontecimento inédito no município.

Na Agritec de Barra do Corda, que também foi chamada de Feira do território Centro do Maranhão, reuniu agricultores dos municípios de Santa Filomena, Arame, Barra do Corda, Fenando Falcão, Grajaú, Itaipava do Grajaú, Jenipapo, Sítio Novo e Tuntum. Durante o evento foram comercializados R$ 24.496,00 reais em produtos da agricultura familiar e R$ 1.800.000,00 em contratos com instituições financeiras.

As secretarias de Estado como a Fundação de Amparo à Pesquisa e Desenvolvimento Científico do Maranhão – FAPEMA, Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social – SEDES, secretaria de Ciência e Tecnologia (SECTI), secretaria de Estado da Mulher (SEMU), secretaria de Estado do Trabalho e da Economia Solidária (SETRES), secretaria de Meio Ambiente (SEMA), Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (AGED) e Departamento Estadual de Trânsito  estavam realizando atendimento à população durante a Feira.

“A Agritec é uma Feira diferente porque por meio de parcerias leva conhecimentos e tecnologias de baixo custo para melhorar a produção e a qualidade de vida dos agricultores familiares”, explicou Júlio César Mendonça, presidente da Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural (AGERP).

Acesso ao crédito   

Outra novidade da Agritec foi a Lei 13.340/2016 que estará em vigor até o fim deste ano e beneficia produtores rurais com dívidas contratadas até 2011, proporcionando, aos agricultores descontos de até 85% para liquidação ou repactuação dessas dívidas para 10 anos, com pagamento da primeira parcela somente a partir de 2021. O Banco do Nordeste e Banco do Brasil estavam com estandes na Agritec e realizaram atendimentos nos três dias.

AGRITEC

É uma realização do governo do estado, por meio do Sistema SAF (composto pela secretaria de Estado da Agricultura Familiar- SAF, Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural- AGERP e Instituto de Colonização e Terras do Maranhão- ITERMA), juntamente com os parceiros: EMBRAPA, SEBRAE e movimentos sociais (FETAEMA, MST, ACONERUQ, MIQCB E FETRAF-MA).

A Feira tem o objetivo de garantir o acesso do agricultor familiar ao conhecimento e às novas tecnologias, de modo que ele possa melhorar a produção quantitativa e qualitativamente. Além disso, as feiras são um espaço reservado à divulgação e à comercialização dos produtos dos agricultores familiares e de acesso às instituições financeiras, entre outras oportunidades.

A feira já foi realizada nos municípios de São Bento, Caxias, Açailândia, Bacabal, Chapadinha, Codó, Grajaú, Viana e Zé Doca. Este ano a Agritec já foi sediada por Paraibano e Barra do Corda.

Para 2017, o Governo do Estado chegará até os municípios de Santa Luzia, Itapecuru-Mirim e Cururupu beneficiando os agricultores familiares dos territórios do Vale do Pindaré, Vale do Itapecuru e Baixada Ocidental.

FAB: avião apreendido com cocaína decolou de fazenda de Blairo

26 jun

A Força Aérea Brasileira (FAB) informou que o avião bimotor apreendido ontem no interior de Goiás com 653,1 quilos de cocaína decolou de uma fazenda que pertence à empresa Amaggi, do ministro da Agricultura, Blairo Maggi. Inscrita no Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB) sob a matrícula PT-IIJ, a aeronave modelo Piper Aircraft 23 partiu da Fazenda Itamarati do Norte, no município de Campo Novo do Parecis (MT), com destino a Santo Antônio do Leverger (MT) e foi interceptada por um caça A-29 Super Tucano da FAB na região de Aragarças (GO). A Amaggi diz não ter ligação com o bimotor e que aguarda o resultado das investigações sobre a propriedade da aeronave e as circunstâncias do voo.

Inicialmente, conforme a FAB, o piloto do bimotor seguiu as orientações para pousar no aeródromo de Aragarças, feitas via rádio pelo caça, mas acabou não cumprindo a ordem e ainda ignorou outra recomendação de pouso. O avião só aterrissou na zona rural do município de Jussara (GO) depois de a aeronave da Força Aérea realizar um tiro de aviso. O disparo, que não atinge o avião suspeito, é o último recurso empregado quando as ordens da defesa aérea não são atendidas.

O piloto do bimotor fugiu depois do pouso e não foi localizado nem mesmo pelas buscas do helicóptero da PM na região. Registrado em nome de Jeison Moreira Souza (veja imagem abaixo), o avião está em situação regular junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e foi removido ao quartel da PM em Jussara. A droga apreendida será encaminhada à Polícia Federal em Goiânia.

A droga foi apreendida na Operação Ostium, deflagrada pelo Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), da Força Aérea, com apoio da Polícia Federal e da Polícia Militar de Goiás. O objetivo da ação foi interceptar voos que pudessem estar ligados ao tráfico de drogas na fronteira seca do Brasil.

Inicialmente, a FAB informou que haviam sido apreendidos 500 quilos de cocaína, número atualizado pela PM goiana para 653,1 quilos, carga avaliada em cerca de 13 milhões de reais.

Por meio de nota, a Amaggi diz ter tomado conhecimento do caso por meio da imprensa e “se coloca à disposição das autoridades para prestar todo apoio possível às investigações do caso”. A empresa afirma que arrenda parte da Fazenda Itamarati, propriedade de 54.300 hectares com 11 pistas autorizadas para pouso.

“A empresa não tem qualquer ligação com a aeronave descrita pela FAB e não emitiu autorização para pouso/decolagem da mesma em qualquer uma de suas pistas (…) A região de Campo Novo do Parecis tem sido vulnerável à ação de grupos do tráfico internacional de drogas, dada a sua proximidade com a fronteira do Estado de Mato Grosso com a Bolívia”, diz a assessoria de imprensa.

Segundo a Amaggi, em abril, a empresa apoiou uma operação da Polícia Federal que terminou com a apreensão de uma aeronave que pousaria com aproximadamente 400 quilos de drogas em uma das pistas da fazenda.

Leia abaixo a nota da Amaggi:

A respeito das informações divulgadas pela Força Aérea Brasileira (FAB) no último domingo (25) dando conta da interceptação de uma aeronave carregada de entorpecentes que teria decolado de uma pista localizada na fazenda Itamarati, arrendada pela AMAGGI, a companhia vem a público informar que:

a) Tomou conhecimento do caso por meio da imprensa e aguarda o desenrolar das investigações sobre a propriedade da aeronave e as circunstâncias exatas em que ela – conforme afirma a FAB – teria pousado na Fazenda Itamarati e decolado a partir de uma de suas pistas;

b) A empresa não tem qualquer ligação com a aeronave descrita pela FAB e não emitiu autorização para pouso/decolagem da mesma em qualquer uma de suas pistas;

c) Localizada em Campo Novo do Parecis, a parte arrendada pela AMAGGI na Fazenda Itamarati conta com 11 pistas autorizadas para pouso eventual (apropriadas para a operação de aviões agrícolas, o que não demanda vigilância permanente) localizadas em pontos esparsos de 54,3 mil hectares de extensão;

d) A região de Campo Novo do Parecis tem sido vulnerável à ação de grupos do tráfico internacional de drogas, dada a sua proximidade com a fronteira do Estado de Mato Grosso com a Bolívia;

e) Tal vulnerabilidade acomete também as fazendas localizadas na região. Em abril deste ano a AMAGGI chegou a prestar apoio a uma operação da Polícia Federal (PF), quando a mesma foi informada de que uma aeronave clandestina pousaria com cerca de 400 kg de entorpecentes (conforme noticiado à época) em uma das pistas auxiliares da fazenda. Na ocasião, a PF realizou ação de interceptação com total apoio da AMAGGI, a qual resultou bem-sucedida.

A AMAGGI se coloca à disposição das autoridades para prestar todo apoio possível às investigações do caso.

 

Fonte: VEJA.com

Temer praticou crime de corrupção, diz Janot em parecer ao STF

26 jun

Em despacho encaminhado com o objetivo de reforçar a necessidade de prisão do ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, já adiantou uma constatação que deverá constar na denúncia que deve apresentar até amanhã contra o presidente da República, Michel Temer (PMDB), e Loures — o ex-assessor especial da presidência que está preso dentro da mesma investigação. Janot diz que, sem dúvida, Temer praticou o crime de corrupção.

“Rodrigo Loures representa os interesses de Michel em todas as ocasioes em que esteve com representantes do Grupo J&F. Através dele, Temer operacionaliza o recebimento de vantagens indevidas em troca de favores com a coisa pública. Note-se que, em vários momentos dos dialogos travados com Rodrigo Loures, este deixa claro sua relação com Michel Temer, a quem submete as demandas que lhes são feitas por Joesley Batista e Ricardo Saud, não havendo ressaibo de dúvida da autoria de Temer no crime de corrupção”, afirmou Janot.

Outra conclusão de Janot é que “revela-se hialina [cristalina] a atuação conjunta dos investigados Rodrigo Rocha Loures e Michel Temer”.

“Conforme se depreende do contexto fático-probatório, os diversos episódios narrados alhures apontam para o desdobramento criminoso que se iniciou no encontro entre Michel Temer e Joesley Batista no Palácio do Jaburu no dia 7 de março de 2017 e culminou com a entrega de R$ 500 mil efetuada por Ricardo Saud a Rodrigo Loures em 28 de abril de 2017″, afirmou Janot.

O procurador ressalta que o encontro no Jaburu foi agendado por Loures e que o fato de ser no fim da noite era para “não deixar vestígios dos atos criminosos lá praticados”.

“As circunstâncias deste encontro, em horário noturno e sem qualquer registro na agenda oficial do Presidente da República, revelam o propósito de não deixar vestígios dos atos criminosos la praticados”.

Janot destrincha vários pontos de ligação entre Temer e Loures de acordo com documentos e com conversas obtidas nas investigações. Lembra que Loures foi chefe de gabinete de Temer na vice-presidÊncia da República em 2011; que Temer gravou em 2014 um vídeo para campanha de Loures à Câmara dos Deputados; que em janeiro de 2015 Loures tornou-se chefe da assessoria parlamentar de Temer na Vice-presidência, e em abril do mesmo ano foi nomeado como chefe de gabinete da Secretaria de Relações Institucionais da PresidÊncia da República. “Todos esses fatos ilustram proximidade e relação de confiança entre os dois denunciados”, disse Janot.

Janot também destacou que Ricardo Conrado Mesquita, da Rodrimar, afirmou em depoimento à Polícia Federal que “foi orientado a procurar Rodrigo da Rocha Loures, uma vez que ele realizava a interlocução entre a Vice-Presidência da República e representantes do setor privado”. Segundo o procurador-geral, essa seria “mais uma evidencia de que Rocha Loures atuava coma interlocutor de Michel Temer”.

Um outro ponto que Janot afirma é que não faz sentido a alegação de que as menções a Michel Temer nas conversas entre Joesley e Loures eram “venda de fumaça”, que é quando alguém propagandeia influência inexistente em relação a agente público.

 

Fonte: Estadão

Clinison e Clínica Flávio Rocha são os novos credenciados do Uniplam em Caxias

23 jun

 

O Uniplam está ampliando suas opções de atendimento, a fim de oferecer mais alternativas para os clientes, que podem contar com serviços de saúde cada vez mais qualificados. Seguindo esse objetivo, dois novos credenciados em Caxias fazem parte da rede credenciada: a Clinison e a Clínica Flávio Rocha, que atendem diversas especialidades.

Na Clinison, os clientes poderão ter acesso a profissionais na área de pediatria, ortopedia, clínica médica, ginecologia e psiquiatria, além de exames de imagem, exames laboratoriais, internações clínicas, cirurgias e partos. O pronto-atendimento na Clinison ocorrerá de acordo com o funcionamento da clínica.

Já na Clínica Flávio Rocha, inicialmente será possível o atendimento na área de clínica médica, de segunda a sexta, também conforme horário de funcionamento da clínica. Além disso, por meio da Rede Amiga, os beneficiários do Uniplam terão descontos especiais em consultas e exames laboratoriais. “A Rede Amiga é mais uma opção para a pessoa que tem Uniplam ser bem atendida quando necessário”, destaca a gerente comercial do Uniplam, Geisa Coelho.

Ainda segundo a gerente, os novos credenciados vieram para acrescentar positivamente um atendimento já reconhecido pela qualidade. “Essas clínicas são mais opções de atendimento para o cliente Uniplam na cidade de Caxias. O Uniplam está sempre pensando no melhor atendimento para quem tem o plano de saúde. Além disso, participamos da vida do caxiense e pensar em seu bem estar é uma forma de estar mais presente”, ressalta.

 

Confira os endereços e contatos das clínicas:

 

Clinison

Rua Vinte e Quatro de Outubro, 150 – Centro

Telefone: (99) 3521-1446

 

Clínica Flávio Rocha

Avenida Getúlio Vargas, 847- A – Centro

Telefone: (99) 3422-0000

Cunha escreve à mão os termos de delação premiada, diz jornal

23 jun

O ex-deputado Eduardo Cunha estaria há mais de um mês escrevendo à mão os termos de uma proposta de delação premiada, de dentro da sua cela de prisão, segundo a Folha de S.Paulo.

Cunha escreve, em folhas brancas soltas, as histórias que quer contar ao Ministério Público, em um acordo de delação negociado no âmbito da Lava Jato.

Entre as histórias que o ex-deputado pode revelar, haveria um suposto esquema de propina para liberação de verbas do Fundo de Investimento do FGTS.

Segundo a reportagem, o trabalho começou na segunda semana de maio. No dia 20 do mês passado, ele tinha dito a advogados que não teria “estômago” para fazer delação premiada.

Segundo pessoas próximas de Cunha, ele resolveu mudar de ideia em relação a um acordo depois de saber que Lucio Funaro, apontado como seu operador, também resolveu fazer delação.

Ainda na semana passada, Eduardo Cunha prestou depoimento à Polícia Federal negando ter sido procurado para fazer delação.

No mesmo depoimento, também negou as implicações da delação de Joesley Batista, afirmando que seu silêncio “nunca esteve à venda” e dizendo que não estava recebendo dinheiro para não contar o que sabe.

 

Fonte: Exame.com

Primeiro dia de Agritec em Barra do Corda mostra a diversidade cultural e produtiva da agricultura familiar da região

23 jun

Em Barra do Corda teve início na manhã desta quinta-feira, 22, a Primeira Feira de Agricultura Familiar e Agrotecnologia do Maranhão (AGRITEC), do território Centro do Maranhão, a 11° já realizada pelo governo do Estado com o objetivo de levar conhecimentos e novas tecnologias simples para aumentar a produção da agricultura familiar no Estado.  A Agritec será realizada nos dias 22 a 24 de junho na Av. Eliézer Moreira, s/n, Bairro Incra, em Barra do Corda – MA.

A Feira atraiu milhares de agricultores, estudantes e a população em geral do território, que aproveitaram a oportunidade para participar de cursos, oficinas, comercialização e conhecer o artesanato indígena da etnia Canela e Guajajara que está sendo destaque na Agritec.

As instituições financeiras como o Banco do Brasil e o Banco do Nordeste estão na Feira para divulgar ao produtor rural a oportunidade em liquidar ou renegociar suas dívidas com grandes abatimentos, através da lei 13.340/2016.

“A lei 13.340/2016 está em vigor até o fim deste ano e beneficia produtores rurais com dívidas contratadas até 2011, proporcionando, aqui no Maranhão, descontos de até 85% para liquidação ou repactuação dessas dívidas para 10 anos, com pagamento da primeira parcela somente a partir de 2021.O Banco do Nordeste tem se empenhado na divulgação desses benefícios da lei e o evento AGRITEC representa uma excelente oportunidade para divulgação ao público rural”, explicou Nataniel da Silva Rego, Gerente Geral do Banco do Nordeste.

A Agritec também oportunizou a dona Conceição Oliveira, do povoado 18, do município de Barra do Corda, comercializar e mostrar a beleza do feijão andu, muito nutritivo e riquíssimo em proteína, além de ser m feijão de grande personalidade, com sabor bem diferente dos feijões mais tradicionais. Dona Conceição trouxe para comercializar hortaliças e farinha. “Estou muito feliz em participar dessa feira tão bonita. Por ser uma feira da agricultura familiar, a gente se sente muito importante”, concluiu.

Para o secretário de Estado da Agricultura Familiar, Adelmo Soares, A agritec é uma feira que, por onde passa, deixa grandes resultados. Já são quase 15 mil agricultores familiares capacitados. “A  Agritec vai para sua 11° edição com saldo positivo. Com muito trabalho e fortes parcerias estamos atingindo o objetivo do governo do estado ao criar a Feira, que é desenvolver o Maranhão por meio do conhecimento e da produção”, pontuou.

O Instituto de Colonização e Terras do Maranhão- Iterma, órgão vinculado à SAF está realizando durante a Feira atendimentos e visitas às famílias de assentamento Estadual. Dia 23 (sexta feira), o Governador Flávio Dino entregará a 25 famílias títulos individuais de terra para famílias em Barra do Corda.

Para a presidente do Iterma, Margareth Mendes, o título de posse de terra além de extremamente importante, vem trazer aos agricultores familiares segurança jurídica e valorização do seu patrimônio.

Nos anos de 2015, 2016 e primeiro trimestre de 2017, a Agritec capacitou 14.683 agricultores familiares e movimentou mais de R$ 700 mil em comercialização e cerca de R$ 15 milhões em contratos com instituições financeiras. A feira já foi realizada nos municípios de São Bento, Caxias, Açailândia, Bacabal, Chapadinha, Codó, Grajaú, Viana e Zé Doca e no primeiro trimestre deste ano, a Agritec já foi sediada por Paraibano e agora está sendo em Barra do Corda.

Para 2017, o Governo do Estado chegará até os municípios de Santa Luzia, Itapecuru-Mirim e Cururupu beneficiando os agricultores familiares dos territórios do Vale do Pindaré, Vale do Itapecuru e Baixada Ocidental.

“O nosso propósito é fazer o nosso produtor rural crescer e se desenvolver cada vez mais, por isso, a missão da Agritec é levar o conhecimento a quem leva o alimento à nossa mesa para que ele possa ter cada vez mais dignidade”, concluiu o presidente da Agerp, Júlio Mendonça.

As Agritecs têm o objetivo de garantir o acesso do agricultor familiar ao conhecimento e às novas tecnologias, de modo que ele possa melhorar a produção quantitativa e qualitativamente. Além disso, as feiras são um espaço reservado à divulgação e à comercialização dos produtos dos agricultores familiares e de acesso às instituições financeiras, entre outras oportunidades.

Para a gente trabalhadores rurais e dos movimentos sociais é um grande avanço essa feira porque nosso sonho era ter um órgão que priorizasse a agricultura familiar e o governador cumpriu sua palavra ao criar a SAF. Nós participamos de todas as edições da agritec, enfatizou o presidente da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras do Estado do Maranhão – FETAEMA, Chico Minguel.

A feira é uma realização governo do estado, por meio do Sistema SAF (composto pela secretaria de Estado da Agricultura Familiar- SAF, Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural- AGERP e Instituto de Colonização e Terras do Maranhão- ITERMA), juntamente com os parceiros: EMBRAPA, SEBRAE, prefeitura de Barra do Corda  e movimentos sociais (FETAEMA, MST, ACONERUQ, MIQCB E FETRAF-MA).

Governo fortalece assistência técnica com entrega de embarcações para áreas ribeirinhas

12 jun

 

Considerada o “Pantanal Maranhense”, a região da Baixada Maranhense apresenta uma das paisagens mais belas do estado formada pelo conjunto de rios e lagos que a torna única no Nordeste. 

E é desses lagos e rios que centenas de famílias ribeirinhas tiram o sustento por meio da pesca e, também, de cultivo irrigado nos campos alagados. Parcela dessas famílias é da agricultura familiar, e algumas vivem isoladas devido ao difícil acesso. E para alcançar a população rural que vive nessas áreas ribeirinhas, o Governo do Estado, por meio da Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural (Agerp), órgão vinculado à Secretaria Estadual da Agricultura Familiar (SAF), fez a aquisição de embarcações que atenderão agricultores nas Regionais da Agerp de Pinheiro e Viana.

De acordo com o presidente da Agerp, Júlio César Mendonça, por determinação do governador Flávio Dino, a aquisição de lanchas é justamente para atender as áreas alagadas de difícil acesso para realizar a assistência técnica necessária aos produtores.

“Estamos dando condições para os técnicos chegarem a locais que veículos comuns não acessam, e assim, estar presente na vida de agricultores que nunca receberam assistência técnica. Isso faz parte do processo de reestruturação que a Agerp está passando e se faz necessário criar meios para possibilitar que a extensão rural alcance a todos,” disse o presidente Júlio César. 

Na Regional de Pinheiro, a lancha adquirida vai permitir chegar a comunidades isoladas por conta dos rios e lagos, como povoados localizados em municípios de Santa Helena, Cururupu e Apicum Açú. Para o agrônomo da Regional da Agerp de Rosário, Teresinho Alves, a embarcação vai permitir prestar assistência a quem nunca recebeu. 

“Algumas comunidades são totalmente isoladas e não tínhamos como atendê-los. Com a lancha vamos conseguir fazer a assistência técnica aos produtores que nunca tiveram o auxílio da Agerp por conta da falta de um transporte apropriado,” explicou o agrônomo. 

Além da aquisição das duas lanchas, o Governo do Estado adquiriu também, quadriciclos que servirão para realizar serviços de Assistência técnica em áreas da região dos Lençois e Munim, onde há áreas de difícil acesso. 

O gestor do Escritório Regional da Agerp de Rosário, Waldemar Diniz, enfatizou que o quadriciclo será destinado a Barreirinhas e vai reforçar a agricultura familiar no município. Neste mês, os agricultores ainda foram contemplados com a inauguração de um escritório local da Agerp para fortalecer a assistência técnica.

“O quadriciclo é um feito magnífico do governador Flávio Dino em estar destinando esse transporte para o trabalho nas comunidades rurais de Barreirinhas e principalmente para fomentar a cadeia produtiva de caju. E pelas condições de solo que existem na nossa região, este tipo de transporte é de grande importância para o trabalho de ater,” informou o gestor. 

Ainda na Região dos Lençois e Munim, o município de Santo Amaro foi contemplado com um quadriciclopara ampliar o atendimento às famílias rurais do Plano ‘Mais IDH’ e também, a estruturação de um escritório local. 

O secretário de Estado da Agricultura Familiar (SAF), Adelmo Soares, destacou que, “essas ações mostram o compromisso do governador Flávio Dino em levar assistência técnica às famílias, seja nas comunidades mais distantes quanto as mais próximas. E sabemos que para desenvolver o Maranhão precisamos fomentar e facilitar o acesso à assistência técnica”.

STF envia a Moro novos pedidos de investigação contra Lula

11 jun

Lula poderá ser investigado por cinco crimes citados por delatores da Odebrecht, todos relacionados com o esquema de propinas da empresa e caixa 2 do PT.

De acordo com O Globo, os pedidos foram encaminhados por Edson Fachin, ministro relator dos processos da operação no Supremo Tribunal Federal, a Sérgio Moro.

A partir de agora, o Ministério Público Federal tem 15 dias para abrir inquéritos referentes às acusações, que poderão ser agrupadas, sem necessidade de serem investigadas individualmente.

Entre as denúncias estão envolvimentos em compra de terreno de 12 milhões de terreno para o Instituto Lula e 700 mil para reforma do sítio de Atibaia. Lula deu entrada no STF para que o processo troque de mãos e saia da alçada de Sergio Moro.

“Não tem nenhum fato que ocorreu naquela cidade e não há qualquer relação com a Petrobras ou com a Lava Jato”, disse o advogado Cristiano Zanin Martins sobre o fato do processo correr em Curitiba. E completou: “Desde março de 2016, aquele juízo vem praticando grosseiras violações a garantias fundamentais do ex-Presidente que não foram contidas pelas vias recursais internas e por isso foram levadas ao Comitê de Direitos Humanos da ONU, onde aguardam julgamento”.

 

Fonte: Notícias ao Minuto