Política

Entrevista com o Vereador Sargento Moisés, líder do Governo na Câmara Municipal

31/12/69h00         154

Com o ano de 2017 chegando ao seu fim, é importante que certas perguntas sejam feitas para os representantes do povo. Enviei algumas perguntas para o Vereador Sargento Moisés, que é o líder do Governo Municipal na Câmara Municipal. 

Todas as respostas estão na íntegra, sem nenhuma alteração. 

 

 

Caio Motta – Estamos encerrando o ano de 2017. Vereador de primeiro mandato e líder do governo Gentil na Câmara. Como você avalia este primeiro ano?

Ver. Sargento Moisés – O primeiro ano de mandato de qualquer Vereador sempre vem cheio de muitas expectativas e dificuldades. No meu caso específico, assumi desde o início o cargo de primeiro secretário da mesa diretora da Câmara, o que me deu algum destaque nos trabalhos internos, logo em seguida, tive que assumi também a função de líder do governo, depois que o colega Magno Magalhães declinou por motivos particulares. São duas funções distintas e de muita responsabilidade, pois invariavelmente represento os dois poderes centrais do município de acordo com a ocasião. Neste ano, apesar de termos indicações, projetos de lei e requerimentos aprovados e realizados, o maior desafio foi me preparar para atuar como defensor do governo na Câmara, principalmente em face das inúmeras dificuldades que Fábio Gentil para arrumar a casa, principalmente no primeiro semestre. Considero que venho cumprindo o meu papel de forma honrosa, mas com os pés no chão, sabendo que as cobranças irão aumentar, pois com um ano já se adquire experiência e firmeza suficiente para tocar o mandato com maior tranquilidade, equilíbrio e consistência.

Caio Motta – Sabemos que a tribuna é diferente de bastidores. Como é sua relação com seus colegas?

Ver. Sargento Moisés - A liderança do governo não se limita apenas a defender a administração na tribuna, deve-se ter uma relação harmoniosa com todos os demais Vereadores, sejam eles da oposição ou da base aliada do governo. Sabemos que em nosso meio temos que lhe dar com muita vaidade e orgulho, que é próprio de autoridades saídas do seio da sociedade e por ela eleitas. Isso às vezes atrapalha a relação interna. Muitos interesses estão em jogo, e é necessário desprendimento e sensibilidade para não magoar ou desapontar colegas que estão no mesmo barco, remando para o mesmo rumo, mesmo que existam diferenças marcantes em cada um deles. Cada um tem sua forma pessoal e autônoma de digerir assuntos relativos ao governo ou mesmo à Câmara. E nesse momento é que atuamos no sentido de buscar consenso em torno daquilo que pensamos ser o melhor para a administração pública e finalmente para a cidade.

Caio Motta – O trânsito de Caxias é bem problemático. Qual possível solução para tentar amenizar essa situação.

Ver. Sargento Moisés - Como a maiorias das cidades brasileiras de médio e grande porte, os problemas de trânsito são inevitáveis, porém, ajustáveis. Caxias, desde o início deste século vem encontrando dificuldades para gerenciar sua demanda de tráfego. A cidade não foi projetada para conceber um trânsito na medida em que está hoje. Além das intervenções de engenharia com base na sinalização vertical, horizontal e semafórica, projetos de grande impacto no trânsito são necessários para o ordenamento e fluidez. Medidas, às vezes tidas como impopulares, deverão ser adotadas, como a “zona azul”, por exemplo. Mas, para isso devemos ter a coragem de implantar sistemas de rodízio de estacionamentos, fiscalização eletrônica, penalização de condutores e pedestres indisciplinados, etc. Claro que sempre primando pela educação no trânsito, partindo das escolas de ensino fundamental. O comportamento do nosso motorista e do nosso pedestre ainda depende muito uso do “poder de polícia administrativo” que os governos têm. O Prefeito Fábio Gentil está avaliando os melhores projetos a serem implantados pelo município a fim de fazer o que muitos não tiveram coragem. Encarar problemas como esse de frente e buscar soluções, tem sido a marca do seu governo. Eu acredito que muito daquilo que, pessoalmente, sonhei para o trânsito de Caxias está muito perto de virar realidade.

Caio Motta – Sabemos que o Prefeito Fábio Gentil tem ao seu lado a maioria dos Vereadores. Isso significa que existe também um consenso para apoiar os candidatos do governo para as eleições de 2018?

Ver. Sargento Moisés – Uma das propostas para compormos a base deste governo, foi acompanhar o Prefeito Fábio Gentil nas suas alianças políticas, com o propósito de convergir sempre para o interesse maior que é beneficiar a população de nossa cidade nessas parcerias. Ou seja, desde que, a conveniência política atenda a expectativa do cidadão caxiense, estaremos prontos para corresponder com muito empenho e trabalho para elegermos pessoas que venham a contribuir de maneira decisiva para o progresso da cidade. Fábio Gentil saberá apontar na direção certa os nomes que farão coro conosco rumo às eleições 2018, e com certeza teremos excelentes resultados.

Caio Motta – Com a aproximação do Prefeito com o Governador, é possível apoio à reeleição de Flávio Dino? Seria possível um rompimento com alguma parte do grupo que apoiou o Prefeito? Isso afeta a relação dos Vereadores?

Ver. Sargento Moisés – O apoio de Fábio Gentil será disputado entre os pretensos candidatos ao governo do Estado de forma voraz. Isso porque os números do seu governo são muito animadores e sua popularidade transcende os limites territoriais de Caxias. Ou seja, quem está em alta tem moral para pedir votos com muito sucesso em qualquer lugar. Tenho visto a aproximação do Prefeito ao Governador Flávio Dino meramente como uma reivindicação institucional das necessidades da cidade, haja vista que ela deve ser contemplada amplamente com os programas de governo. E não é favor, nem do governo estadual, nem mesmo do governo municipal se unirem para transformar em benefícios para Caxias a união de ambos os chefes dos poderes executivos. A possibilidade de apoio à reeleição de Flávio Dino é existente, porém, não há porque qualquer corrente dentro do grupo romper com o Prefeito alegando incompatibilidade de apoio, visto que, sempre fomos alertados que o candidato que melhor pontuar para Caxias, no sentido de convencer que será o melhor para todos, este terá a reciprocidade nas urnas. Quanto aos Vereadores, a oposição aqui em Caxias se declara abertamente favorável à reeleição de Flávio Dino. Porém, todos da base aliada do governo municipal estarão aguardando a decisão final do líder do grupo, o qual deverá se pronunciar a respeito, com as devidas justificativas, dentro em breve. E isso já é consenso.

Caio Motta – Rola nos bastidores que pode acontecer um rompimento entre o Fábio Gentil e o atual Presidente da Câmara. Isso afetaria na reeleição da mesa diretora a qual o senhor faz parte como Primeiro Secretário?

Ver. Sargento Moisés – Ouve-se muito nos bastidores do poder sobre essa possibilidade de rompimento da parceria firmada entre o Vereador Catulé e o Prefeito Fábio Gentil. É claro que ambos são movidos por emoções que qualquer ser humano tem, e por isso, vez por outra podem se desentenderem e divergirem sobre vários assuntos, o que não pode ter resultados negativos a fim de afetar a relação harmoniosa que as instituições democráticas devem possuir para o equilíbrio da administração pública. O rompimento das relações não é saída inteligente para ninguém. Só quem perde no final será sempre o povo que os elegeu para cuidar da nossa cidade. Nesse ponto, sei que os referidos representantes dos poderes, nunca têm essa arma como solução para os impasses que aparecem. As dificuldades devem ser encaradas de frente, e, embora não concordando um com o outro, a cidade sempre vai ser levada em conta no momento crítico de tomada de decisão. Catulé e Fábio são amigos de longas datas e afirmo, nenhum deles quer romper, e eles sempre acabam se entendendo, pois são acima de tudo maduros suficientes para transporem as intempéries da política. Quanto a eleição da mesa diretora, não vejo motivos para avaliar nesse momento o impacto de qualquer acontecimento desastroso para uma eleição que só acontecerá daqui a um ano. Até lá, muita coisa pode acontecer. Nem mesmo sei se serei candidato a reeleição dentro da função que ora ocupo. Portanto, o tempo nos fará conhecer novas possibilidades, inclusive de não participar de qualquer chapa.

Caio Motta – O senhor falou sobre eleição da mesa diretora da câmara que está prevista para daqui a um ano. Não existe a possibilidade de antecipação dessa eleição?

Ver. Sargento Moisés – O nosso regimento interno prevê que a eleição para renovação da Mesa Diretora será realizada em Sessão Especial, sempre no último dia útil da sessão legislativa do 1º biênio. Qualquer mudança, exige alteração da legislação vigente, e alterar o regimento interno, demanda aprovação da maioria absoluta dos Vereadores. Nesse caso, existe a possibilidade de fato, porém, não vejo motivo para que isso ocorra. Mudança de lei tem que ter uma fundamentação bastante robusta para ser aceita. Ainda não encontrei qualquer justificativa para nos antecipar a algo tão bem definido em nosso regimento interno. Chega a ser deselegante e injusto para com os componentes da Mesa Diretora atual, sugerir renovação ou permanência dos mesmos, posto que ainda nem terminaram o primeiro ano de mandato para o qual foram eleitos a fim de dirigir os trabalhos legislativos e serviços administrativos da casa. Sou a favor do cumprimento integral do que está previsto na lei. Isso é constitucional, isso é legal, isso é moral.


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